terça-feira, 16 de abril de 2013

O RN. ESTÁ ACONTECENDO...

Uma lição na hora certa
 A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) aproveitou a solenidade de posse da nova diretoria da Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM), no último sábado, 13, em Mossoró, para fazer um desabafo forte e contundente contra a ação daqueles que torcem a favor dos problemas, quando deveriam trabalhar por soluções.
“Pegar o microfone e criticar por criticar, fazendo a política do quanto pior melhor, é muito fácil. Ainda mais quando se usa microfones pagos para isso”, reagiu a governadora, em tom elevado.
Os jornalistas que faziam a cobertura do evento, de imediato, elegeram o “alvo”: o vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD), que estava na mesa das autoridades.
E era.
Rosalba decidira que não ficaria mais calada diante dos ataques gratuitos – e muitas das vezes desonestos – que vem sofrendo de setores da oposição.
No dia anterior, na sexta-feira, 12, quando chegou para o debate sobre a seca na Câmara Municipal, a governadora foi atacada pela claque da deputada Larissa Rosado (PSB), que estava acompanhada de Robinson Faria. Vaias orquestradas, bem ao estilo – saturado – de o rosadismo fazer política.
O vice já sabia que no ambiente havia uma turma que iria aplaudi-lo e vaiar a governadora.
Rosalba engoliu a agressão calada na sexta-feira, para desabafar no sábado. Sem ser agressiva, nem havia necessidade, muito menos espaço, para quem faz política com honradez.
A governadora apenas elevou o tom para afirmar que os que apontam o dedo para os problemas, nada fazem para solucioná-los. E mais: esses mesmos políticos são os que participaram da gestão passada e que ajudaram a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) a arrasar o Rio Grande do Norte. Rosalba sugeriu – e fez certo – que cada cidadão acompanhe a ação dos políticos e veja quem está trabalhando e quem nada faz pela população.
Nesse momento, Robinson Faria se encolheu, certamente envergonhado, diante da sua atuação nula enquanto vice-governador do Estado.
Em seguida, numa reação de descontrole, pediu para o presidente da mesa e da Fecam, Francisco José da Silveira Júnior (PSD), abrir o microfone para ele falar (espécie de réplica), o que lhe foi negado.
Constrangimento menor.
Imagine se ele tivesse pegado o microfone para falar, o que teria dito ou acrescentado para uma plateia que bem conhece a sua atuação nula no cargo de vice-governador.
Pois bem…
Fez certo a governadora Rosalba Ciarlini. Se o político não pode ajudar, pelo menos não atrapalhe. O cidadão quer neste momento a solução para os seus problemas e não um palanque eleitoral fora de época.

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