quinta-feira, 25 de maio de 2017

TSE: clima hoje é pela cassação de Temer

O abalo sísmico que rachou a base do presidente Michel Temer também fez tremer o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que julga a partir de 6 de junho processo que pode levar à cassação do peemedebista. No Congresso, partidos que ainda dão sustentação a Temer contam com uma decisão da corte para abandonar de vez o barco. Pressionados, ministros admitem que, se há duas semanas a sensação era de que o presidente teria uma vitória, hoje a balança dos votos pende para a cassação
Na última quinta-feira (18), dia em que foi deflagrada operação da PF com base na delação da JBS, ministros do TSE discutiram nos bastidores da corte.

Não há outro caminho A Igreja Católica assumiu posição diante da profunda crise política pela qual vive o país: “Não há condições éticas de permanência do presidente Michel Temer no cargo”, após a revelação de detalhes de seu encontro com o empresário Joesley Batista, do grupo JBS. A posição foi externada pelo secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner. Ele também avalia que o país não superaria o atual “momento de tensão” com uma eventual candidatura do ex-presidente Lula (PT), devido “à resistência de uma parcela da sociedade à pessoa dele”, dadas as contínuas notícias de que estaria implicado na Lava Jato. A Igreja acredita que todo brasileiro honesto e minimamente politizado acha que: 1 – Temer deveria ter denunciado o dono da JBS quando, no encontro que os dois tiveram no Palácio do Jaburu, Joesley lhe disse que havia corrompido autoridades para ser favorecido em investigações sobre sua empresa. Se não o fez, cometeu crime de responsabilidade ou de prevaricação, com agravante de ser o presidente da República. 2 – Lula não tem condições de voltar a ser presidente por ter o corpo e alma mergulhados no lamaçal da corrupção, réu em cinco processos por crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, dentre outros crimes, além de ser apontado pelo coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, como “maestro de uma grande orquestra concatenada para saquear os cofres públicos.” Esses dois pontos são relevantes na medida em que concentram o sentimento da grande maioria dos brasileiros, o universo que realmente deseja e sonha com um país melhor. A turma de Temer não pode continuar; a turma de Lula não pode voltar. Uma coisa, ou outra, é estacionar o país no mar de lamas porque eles continuariam fazendo a coisa de que mais gostam e sabem fazer: rapinar o dinheiro público. E qual a saída? Talvez, e provavelmente, não existe a fórmula de resultado imediato. A política, enraizada em instituição criminosa, manterá as suas ramificações por algum tempo. Longo ou não. Mas, é preciso dar o primeiro passo. E é o cidadão que tem essa obrigação. O voto, a sua arma. Qualificar a escolha do seu representante, sem levar em conta se ele vai ganhar ou não as eleições, é o primeiro aprendizado. Fazendo isso, estará se livrando de falsos ídolos, de ideologias fajutas, de ladrões de sonhos, de assaltantes da opinião pública. Chega de Lula, de Aécio, de Temer, de Renan, de Dilma, de Serra, de Dirceu e de seus companheiros. Saia dessa torcida, jogue essa bandeira fora, desça a arquibancada e reassuma o seu direito de construir um novo Brasil, e isso só acontecerá com a consciência do voto. Não há outro caminho.

## ## ## - A BÍBLIA NOS DIZ NO PROVÉRBIO 29 VERSO 24 O que tem parte com o ladrão odeia a sua própria alma; ouve maldições, e não o denuncia. O MUNDO CONTAMINOU-SE AO COMETER O CRIME DE PREVARICAÇÃO EM RELAÇÃO A LEI DE DEUS, ILUDIDO PELO TER, E PELA GANÂNCIA DEIXA-SE LEVA PELO EGOÍSMO E ACABA CEGO DIANTE DE DEUS POR NÃO OBSERVA A SUA LEI, TUDO QUE É DAQUI FICA NÃO LEVAS NADA IGUALMENTE NÃO TROUXESTE, A NÃO SER O ESPÍRITO SANTO CONSOLADOR QUE DEUS NOS DEU PARA PRESTARMOS CONTAS DE NOSSOS FEITOS NA TERRA, AS RIQUEZAS PERTENCE AO MUNDO E O MUNDO JAZ NO MALIGNO. - ## ## ##

Robson Pires na categoriaNotas Só Zenaide ameaça reeleições de Agripino e Garibaldi Apesar do desgaste dos senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB), devido ao apoio incondicional ao governo Temer (PMDB), as suas respectivas reeleições estão pouco ameaçadas. No cenário atual, só a deputada federal Zenaide Maia (PR) aparece com chances de abocanhar uma das vagas quase vitalícias dos parlamentares potiguares, devido ao seu posicionamento contrário ao governo peemedebista.

OAB entrega hoje o 17o pedido de impeachment do presidente Temer

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promete entregar à tarde desta quinta-feira (25) o pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB).
A formalização do documento na Câmara ocorre no dia seguinte à chegada do Exército às ruas de Brasília. Uma resposta de Temer às manifestações, que acabaram em confronto, quebra-quebra e depredação de prédios públicos.
A OAB identificou crime de responsabilidade “indiscutível” em dois trechos da conversa entre Temer e o empresário Joesley Batista, dono da JBS. O documento é endossado por representantes da entidade em 24 estados e o Distrito Federal.
Caberá ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), aliado de Temer, decidir se aceita ou não os pedidos para abrir o processo que pode tirar Temer do poder. Ontem, Rodrigo Maia afirmou que é preciso ter paciência e que a decisão não será tomada “da noite para o dia”.
Trata-se do 17o pedido de impeachment contra Temer.

Esplanada dos Ministérios é ‘guardada’ pelas Forças Armadas

A Esplanada dos Ministérios amanheceu hoje (25) com militares protegendo os prédios públicos. A medida atende decreto do presidente Michel Temer publicado ontem (24) em edição extra do Diário Oficial da União, que “autoriza o emprego da Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Distrito Federal”.
O objetivo da medida é garantir a segurança dos servidores que trabalham nos ministérios e outras autarquias no centro da cidade.
Brasília – Centrais sindicais realizam manifestação em Brasília. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A determinação foi tomada depois que um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras no rosto promoveu um quebra-quebra em meio à manifestação Ocupa Brasília – contra o governo do presidente Michel Temer e as propostas de reformas apresentadas pelo governo.

Brasília – Centrais sindicais realizam manifestação em Brasília. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O grupo destruiu persianas e vidraças de pelo menos cinco ministérios, entre eles o da Integração Nacional, o do Trabalho e o da Agricultura. Este último havia sido cercado por tapumes, mas, mesmo assim, teve os vidros quebrados.
Também foram depredados paradas de ônibus, placas de trânsito, orelhões, holofotes que iluminam os letreiros dos ministérios e até banheiros químicos instalados para a manifestação.
Fonte: Agência Brasil

Juristas divergem sobre legalidade da medida tomada por Temer

O decreto do presidente Michel Temer que autorizou o uso das Forças Armadas no Distrito Federal até 31 de maio em manifestações foi visto com preocupação por alguns juristas e pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello. A poucos metros do conflito entre policiais e manifestantes na Esplanada, Mello interrompeu um julgamento sobre questões tributárias no plenário da Corte para dizer que estava “um pouco preocupado” e, antes de confirmar o decreto, que “esperava que a notícia fosse falsa”.

Robson Pires na categoriaNotas Fátima Bezerra é ‘farinha do mesmo saco’ A gravação do empresário Joesley Batista afirmando categoricamente que R$ 500 mil do R$ 1,1 milhão doado pela JBS para a campanha da senadora Fátima Bezerra (PT) era propina dificultará os planos da petista de chegar ao Governo do Estado em 2018. Antes tido como um nome diferenciado na política potiguar, Fátima entrou no rol da “farinha do mesmo saco” e tende a sofrer rejeição do eleitor de centro. Os adversários com certeza usarão o fato na campanha eleitoral.

Robson Pires na categoriaNotas Oposição do RN com Robinson Enquanto em alguns Estados a delação da JBS provocou fortes ataques de adversários dos delatados, no RN a oposição se calou diante das acusações contra o governador Robinson Faria (PSD). Não houve sequer um pronunciamento crítico em relação ao gestor.

freboy

… Enquanto isso em Nova York

Queima de arquivo! 


Política surtou e Brasília virou centro terapêutico Depois de virar caso de polícia, a política brasileira entrou em sua fase psiquiátrica. Brasília tornou-se uma espécie de centro terapêutico para o tratamento das neuroses do sistema político. Sindicatos e simpatizantes do PT marcharam pela queda de Temer e pela rejeição das reformas. Como o presidente está no chão e as reformas viraram pó, os manifestantes enlouquecem e quebram o próprio patrimônio. A Câmara pediu ao Planalto reforço da Força Nacional. Temer acionou as Forças Armadas. Está previsto na Constituição. Aconteceu 29 vezes nos últimos sete anos. Mas no caso específico, foi como colocar o Anderson Silva para brigar com um recém-nascido. O plenário da Câmara entrou em parafuso. Maníacos se desentenderam com depressivos. Todos de pé, na frente da mesa, num ambiente de boteco, que só pode acabar em palavrões e cutucões na barriga, nunca em legislação séria. O sistema político pirou. Há dois caminhos. Uma parte pede internação no sistema prisional. E você pode dar alta para os demais em 2018.

TSE e Rocha Loures são os temores de Temer

Com uma capacidade cada vez mais limitada de fazer e acontecer, Michel Temer tornou-se presidente de prioridade única. Ele se dará por satisfeito se conseguir cumprir seu novo objetivo estratégico: não cair. Compartilhou com pessoas de sua confiança duas inquietações. Receia que o Tribunal Superior Eleitoral lhe casse o mandato. E teme que uma eventual delação do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures —o homem da mala— elimine sua margem de manobra antes mesmo do início do julgamento do TSE, marcado para 6 de junho.
Antes do pacote de delações da JBS, Temer havia apagado o TSE da sua lista de problemas. Estimava que teria uma vitória na Justiça Eleitoral pelo placar de pelo menos 4 a 3. As posições dos sete julgadores eram antecipadas no Planalto como se o jogo estivesse jogado. Salvariam Temer os ministros Gilmar Mendes, Tarcísio Vieira, Admar Gonzaga e Napoleão Nunes Maia. Votariam pela cassação o relator Herman Benjamin, Rosa Weber e, talvez, Luiz Fux.
Depois que vieram à luz os resultados da colaboração judicial da JBS, o que o Planalto considerava um grande trunfo voltou-se contra Temer. Dizia-se que a maioria dos ministros faria uma leitura atenuatória dos fatos relacionados ao presidente para não conturbar uma administração que começava a exibir resultados na economia.
Agora, o feitiço do julgamento político começa a se voltar contra o feiticeiro, cuja permanência no cargo passou a ser vista como ameaça à tímida recuperação dos indicadores econômicos. O Planalto ainda contabiliza um placar de 4 a 3, só que contra a permanência de Temer.
Ironicamente, uma adesão do TSE ao ‘fora, Temer’, levaria a um resultado mais técnico. O veredicto não precisaria comprar a fábula segundo a qual Temer assumiu a cadeira de presidente por ser beneficiário dos 54 milhões de votos que os brasileiros deram a Dilma, mas não tem nada a ver com a dinheirama suja que financiou a campanha que produziu esse resultado.
A esperança de Temer de se salvar no TSE diminui na proporção direta do agravamento da crise. À procura de uma porta de incêndio, caciques do Congresso assediam a Justiça Eleitoral com pouca cerimônia. Para complicar, os operadores do presidente estão inseguros em relação aos humores de Rocha Loures, o personagem filmado recebendo a mala com propina de R$ 500 mil da JBS, dias depois de ter sido credenciado por Temer como sua ponte de ligação com o delator Joesley Batista.
Num primeiro momento, o ex-assessor de Temer, hoje deputado federal afastado do exercício do mandato pelo STF, mandara recados tranquilizadores para o Planalto. Sinalizara a intenção de matar a encrenca no peito, como se diz. Distanciaria a mala de dinheiro da figura de Temer, assumindo todas as culpas. Nos últimos dias, porém, Rocha Loures passou a sofrer pressão de sua família para tornar-se um colaborador da Justiça, negociando uma redução de castigo. De repente, fecharam-se os dutos de comunicação com emissários do governo.
Em viagem à Itália, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) comentou com um amigo, pelo telefone: “O Rocha Loures foi meu chefe de gabinete no governo do Paraná. É moço de família rica, um rapaz de ouro. Não vai suportar essa pressão. Vai entregar.”
Um auxiliar de Temer sustenta que não há o que “entregar”. A declaração não combina com o medo que se espraia pelo Planalto. Contrasta também com o relato do delator Ricardo Saud, executivo da J&F, a holding que controla a JBS. Ele contou aos procuradores que o interrogaram que Rocha Loures era um mero intermediário. A negociação da propina era feita, segundo Saud, diretamente com o presidente Temer.
“Eu tenho certeza absoluta que nós tratamos propina com o Temer, nós nunca tratamos propina com o Rodrigo [Rocha Loures]”, declarou o delator. “O Rodrigo foi um mensageiro que Michel Temer mandou para conversar com a gente, para resolver os nossos problemas e para receber o dinheiro dele.”
O interrogador indagou: “Essa é a visão também que o Joesley [Batista] passou pra você. Quem teve pessoalmente contato com o Temer para esse assunto foi o Joesley, né?” E Saud: “Foi o Joesley. Eu tô afirmando para o senhor porque não tratamos de propina com Rodrigo Rocha Loures.”

quarta-feira, 24 de maio de 2017

## ## ## - BARAÚNA UMA CIDADE DOMINADA PELO DESRESPEITO E O MEDO. - ## ## ##

# # # - Ontem passando por esta obra iniciada em governo dos novos tempos velhos, um cidadão me chamou e perguntou-me se eu sabia explicar os motivos desta praça não ter sido terminada? diante da pergunta não quis deixar sem uma resposta, e disse isso é fruto das nossas escolhas, o recurso que veio para construir esta praça era auto suficiente, salvo engano mais de trezentos mil reais e foi feito esse lixão a céu aberto, quando assisto os telejornais e vejo o tamanho da corrupção perdemos a esperança no país, as denuncias chegam ao estado, o município fica entregue a esse tipo de governo que o povo reelege para administrar os bens do povo. Uma pergunta não quer calar? cadê os órgãos responsáveis pela fiscalização, o que dizer, corremos o risco de sermos punidos por chamar a atenção deles, Diante deste caos não se ouve uma voz se quer em favor do povo Baraunense, a foto é a prova do descaso com a coisa pública, as Leis do país garante aos governantes por qualquer motivo decretar calamidade pública, o governo sabe que vai continuar impune, é esse o histórico da administração pública neste país onde impera a impunidade, os reis que administram o nosso município quer que o cidadão vai e se ponha de joelho implorando uma medida saneadora para os mais simples serviços como limpeza pública e iluminação pública, é incrível se acreditar nisso se não estiver vivenciando tal situação, alguns que sofre do sintoma autoritário não aceita a critica construtiva ofende o ego do ditador, mas posso assegura-lhe que se fosse na Av Jeronimo Rosado ele não estaria assim, entrou na cidade de Baraúna a primeira sena que chega a ser cinematográfica é garis limpando e tem com isso causado uma grande impressão aos visitantes, a mascara, revestida de ovelha coração e ação de lobo,
infelizmente o povo de minha cidade tem se mostrado masoquista antes que a ferida cicatrize se expõe ao mesmo caos e ao mesmo tronco simbolo maior da escravidão no Brasil. fraseando ao saudoso Aurino Costa Barbosa, (Aurino de Esaú). Baraúna quem te usa não te ama. - # # #

Robson Pires na categoriaNotas Governo tem que ter marido! Ora! Em um de seus pronunciamentos, o Presidente Michel Temer dizia que “governo tem que ter marido“. Hoje afundado na crise de suas teorias e prestes a perder o cargo o presidente mostrou ao brasileiro que governo que sem marido não dar certo. Tem prefeito da região que não está nem aí. Governo tem que ter é marido mesmo e trabalhando para viúva. Isso pode Arnaldo ou é nepotismo? É só uma pergunta mesmo.

Robson Pires na categoriaNotas Governo tem que ter marido! Ora! Em um de seus pronunciamentos, o Presidente Michel Temer dizia que “governo tem que ter marido“. Hoje afundado na crise de suas teorias e prestes a perder o cargo o presidente mostrou ao brasileiro que governo que sem marido não dar certo. Tem prefeito da região que não está nem aí. Governo tem que ter é marido mesmo e trabalhando para viúva. Isso pode Arnaldo ou é nepotismo? É só uma pergunta mesmo.

PROCON quer reabertura de agências do BB no RN

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Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/RN) abriu nesta terça-feira (23) um procedimento em desfavor do Banco do Brasil para que reabra as 21 agências que foram fechadas em razão das explosões dos caixas eletrônicos.
“Não podemos permitir que um consumidor de Lajes se dirija a cidade de Assú para fazer uso dos serviços do Banco do Brasil”, disse Cyrus Benavides, Coordenador Geral interino do órgão.
Os fiscais do Procon Estadual estarão colhendo depoimentos e material nos interiores para dimensionar o prejuízo.
Agências foram fechadas em AcariAfonso Bezerra, PatuGovernador Dix-Sept Rosado, Pedro Avelino, São José do CampestreBaraúna, Lajes, Umarizal, TibauCarnaúba dos DantasSão Paulo do Potengi, Florânia, Extremoz, Santana do MatosCaraúbasTourosJoão Câmara, JandaíraArez, na Central do Cidadão de S. Cruz e na Av. Mor Gouveia em Natal.
O Banco do Brasil poderá sofrer autuação e penalidade de multa, caso não tome providência, após notificação do Procon/RN.

Cai ou não cai? A pergunta do momento é: quando Temer cairá? Para os mais céticos, a cadeira de presidente da República ficará com vaga com o julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que terá início daqui a 12 dias. Dão a cassação como certa, pois entendem que a Corte Eleitoral não encontrará outra alternativa diante da pressão popular que subiu de temperatura com a delação da JBS. Os mais centrados em Brasília, aqueles que observam a movimentação mais próximos da realidade, apostam que Temer renunciará antes de os ministros do TSE ocupar o Pleno para o início do seu martírio. Eles se baseiam no perfil do presidente, que não permite ir à forca para se transformar em suposto mártir. Longe disso. A outra via, o impeachment, é peça descartada. Não há ambiente no Congresso Nacional que sustente essa possibilidade. Inclusive, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), tem afirmado de público que o tema esteja em discussão na Casa e, nos bastidores, confidenciado a aliados que não será pela sua caneta que Temer cairá. Maia, reconheça-se, tem sido aliado fiel do inquilino do Palácio Jaburu. Mas, por que Temer não renuncia logo? De repente, quem sabe, quando esta coluna estiver sendo lida, ele já não será um ex-presidente? O fato é que Temer pode renunciar a qualquer momento. Ele apenas negocia a melhor saída, por ter a convicção, como todos têm, que o seu governo se acabou, muito embora o direito de tentar até o último momento lhe seja legítimo. No entanto, na velocidade com que novas revelações aparecem, do escândalo JBS e/ou de outros casos de corrupção, a situação vai ficando ainda mais insustentável. A crise no Planalto, neste momento, vai muito além da delação do garoto da Friboi, à medida que o governo perder legitimidade. Com ele, o país não anda. Sem ele, pode voltar a respirar. Natural que se compreenda que a busca por saída da crise – aí, entende-se renúncia de Temer – não se dará no estalar de dedos, pela complexidade do processo, e se torna ainda mais difícil quando existe a contenda absurda no campo da política partidária. Pois bem… A queda é certa. Os refletores devem se voltar para a engenharia política de onde se extrairá o sucessor para concluir o mandato. FHC? Henrique Meirelles? Tasso Jereissati? Rodrigo Maia? São nomes que flutuam nos bastidores e não seria mera prática de futurologia apontar para um desses. Porém, o que deve ser levado em conta neste momento de crise profunda é o compromisso com o país. Aí, o grande problema. Nenhum deles se mostra sensível à causa republicana, aos interesses coletivos, mas, sim, a projeto de poder. Será que a queda de Temer mudará o país?

Temer costura sua saída

Um de seus aliados explicou a O Globo:
“O presidente não tem apego ao cargo, ele se preocupa com o nome dele. O que ele não quer é sair por debaixo do tapete. Por isso, a melhor saída é o TSE. Se o tribunal decidir pela cassação, é uma saída honrosa”.
Outro aliado completou:
“A gente sente que é só uma questão de tempo para ele sair. A sensação é que ele sabe que não fica, mas que ainda não sabe como construir uma saída”.
No governo, os candidatos preferidos para o mandato-tampão são Henrique Meirelles e Rodrigo Maia.
Um interlocutor de Michel Temer descartou FHC e Nelson Jobim, dizendo:
“Eles estão fora da política há anos, não têm chance. FH deve conhecer 30% dos deputados hoje com mandato. A política mudou e eles ficaram para trás”.

Desembarque!


– Via Nani.

Grupo de senadores quer Lula e FHC na articulação de novo governo sem Temer 

Em reunião encerrada na madrugada desta quarta-feira, um grupo de cerca de 20 senadores debateu a crise. Houve consenso quando à inevitabilidade da interrupção do mandato de Michel Temer. Generalizou-se a percepção de que a saída passa pela impugnação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral, em julgamento marcado para 6 de junho. A maioria concluiu que convém envolver na articulação para a escolha de um hipotético substituto de Temer os ex-presidentes Lula, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney.
O encontro ocorreu na casa da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Foi a segunda reunião do grupo. A primeira acontecera na véspera. Compareceram senadores de vários partidos. Entre eles Renan Calherios (AL), Eduardo Braga (AM) e José Maranhão (PB), do PMDB; Lindbergh Farias (RJ) e Paulo Paim (RS), do PT; Lasier Martins (RS), do PSD; e Armando Monteiro, (PE), do PTB.
Planeja-se elaborar uma pauta minima de temas em torno dos quais o grupo consiga convergir e atrair mais parlamentares. Parte dos presentes defende a convocação de eleições presidenciais diretas. Mas não ignora que a hipótese mais provável é de que a escolha de um eventual substituto para Temer será feita pelo Congresso, em eleição indireta.
Emergiu do debate um perfil do candidato que o grupo considera mais adequado para o caso de prevalecer a escolha indireta. Eis algumas das características: 1) Não pode ter a ambição de se reeleger em 2018; 2) Deve ter em mente que não será mais possível aprovar reformas como a da Previdência; 3) Não pode ser membro do Judiciário; 4) É preferível que não seja também do Legislativo; 5) Não pode tratar a classe política a vassouradas; 6) O ideal é que seja referendado por Lula, FHC e Sarney.
Um dos participantes da conversa disse ao blog que, no momento, o nome que mais se encaixa nesse modelo é o de Nelson Jobim —ex-ministro de FHC e de Lula, ex-presidente do Supremo e ex-deputado federal. Tem um inconveniente: precisaria se desligar do Banco BTG Pactual, do qual tornou-se sócio.

Rodrigo Maia age como pretendente ao trono 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tornou-se a principal evidência do derretimento de Michel Temer. Sob holofotes, age como se apostasse na estabilização do governo. Nos subterrâneos, já não consegue disfarçar sua condição de pretendente ao trono.
Nas reuniões do Alvorada, Maia discursa como se Temer estivesse cheio de vida. Na intimidade da residência oficial da presidência da Câmara, move-se como um Roger Moore nos sapatos de James Bond, pronto para lançar mão de sua licença de 007 para matar.
A sorte sorriu para Rodrigo Maia no dia em que o plantou sobre a linha de sucessão da Presidência da República. O deputado abusa da sorte ao imaginar que pode assumir o Planalto para cumprir a atribuição constitucional de convocar eleições indiretas para dali a 30 dias e, simultaneamente, conspirar a favor de sua permanência na cadeira até 2018.
Genro do ministro palaciano Moreira Franco, o Angorá das planilhas da Odebrecht, Rodrigo Maia, o “Botafogo” da lista da empreiteira, acredita no amanhã como se nada pudesse ser descoberto sobre ele à noite. Gente como Renan Calheiros, PhD em crepúsculo, revela-se surpreso com tamanha desenvoltura. Conta, em privado, que Maia já dispõe até de uma alternativa de vice: Aldo Rebelo, do PCdoB.

terça-feira, 23 de maio de 2017

## ## ## - FALA-SE DAS IRREGULARIDADES COMETIDAS PELOS EXECUTIVOS MAIS NÃO SE VÊ AÇÃO DO LEGISLATIVO? SE CONTINUAR ASSIM A CASA LEGISLATIVA PERDE COMPLETAMENTE A IMPORTÂNCIA PARA O POVO E VIRA UMA SANGUE SUGA SÓ CONSOME OS BENS DO POVO, ## ## ##

O combustível de Batata

Prefeitura Municipal de Caicó, através de Pregão Presencial firmou contrato da ordem de R$ 3.063.658,00, com a empresa ALYSSON SMITH DA NÓBREGA MAIA LTDA, para o fornecimento de combustível ao executivo caicoense, com vigência de maio a dezembro de 2017.
– O prefeito Robson Batata, não explicou qual foi a firma que forneceu combustível ou não para a prefeitura no período de 01/01 a 15/05/2017.
– Foram adquiridos os seguintes combustíveis:
– 195.200 litros de gasolina comum a R$ 3,69  =  R$  720.288,00
– 486.500 litros de óleo diesel comum a R$ 3,03  =  R$ 1.474.095,00
– 272.500 litros de óleo diesel S10 a R$ 3,19  =  R$ 869.275,00

Bem passado!


Aliados cozinham Temer à procura do ‘Plano B’

O derretimento político de Michel Temer deflagrou em Brasília um enredo novo. Os aliados do Planalto passaram a tratar Temer como chefe de um governo que chegou ao fim com o presidente ainda no cargo. Nesta terça-feira os caciques governistas se esforçarão para reativar as votações no Congresso. Mas fazem questão de dissociar a iniciativa da estratégia concebida por Temer para passar a impressão de que ainda preside.
“Não devemos deixar o país degringolar em função de uma crise de governo”, disse Tasso Jereissati, presidente do PSDB. Estamos avaliando a situação do governo separadamente.” Agripino Maia, presidente do DEM, ecoou: “Os três poderes precisam funcionar. O Judiciário faz o seu papel. O Executivo precisa fazer o dele. A nós cabe colocar o Legislativo em funcionamento. Faremos isso em nome do interesse do país, que não pode ser paralisado pela crise.”
No momento, os governistas parecem menos preocupados com Temer e mais ansiosos por encontrar uma saída que os redima do fiasco de ter subido numa ponte com aparência de pinguela sem ter um plano de contingência. O Plano A era trocar Dilma Rousseff por Temer e aprovar no Congresso reformas que reacendessem as fornalhas da economia. Reativado o PIB, os apologistas do governo seriam os primeiros a se beneficiar eleitoralmente da volta do crescimento.
A delação da Odebrecht indicou que era ilusória a ideia de que Temer seria um presidente em condições de dirigir os rumos do país nesta ou naquela direção. Ficou claro que lhe faltava uma noção qualquer de ética. A delação da JBS teve para Temer o peso de uma lápide. Grampeado pelo delator Joesley Batista, o pseudo-presidente tornou-se personagem de uma história fantástica, passada num país à beira do imaginário. Uma história bem brasileira.
Aliados em geral —PSDB e DEM em particular— puseram-se a matutar: “O Plano Bera, era, era…'' Perceberam que não havia um Plano B. Abraçado ao PMDB sem projetar uma saída de incêndio. Agora, improvisam um Plano B em cima do joelho. Consiste na repetição do Plano A, só que com outro cúmplice no papel de presidente. Falta-lhes consenso quanto ao nome ator substituto a ser escalado para salvar as aparências até a eleição de 2018. Por isso, cozinham Temer por mais algum tempo.
Ficou fácil identificar os apoiadores de Temer no Congresso. Eles estão nas rodinhas em que as conversas terminam sempre em especulação sobre os nomes dos hipotéticos substitutos de Temer.
As menções a Henrique Meirelles chegam acompanhadas do aviso de que o ministro da Fazenda já trabalhou para a J&F, holding que controla a JBS do delator Joesley Batista. Nelson Jobim? Virou banqueiro, sócio do BTG Pactual. Rodrigo Maia? É o ‘Botafogo’ das planilhas da Odebrecht. FHC? Não tem mais idade. Tasso Jereissati? Irrrc… Cármen Lúcia? Vade retro!
A esse ponto chegou o país. Temer, como um disco arranhado, repete incessantemente: “Não vou renunciar.” Na sua penúltima manifestação, veiculada nesta segunda-feira pela Folha, o suposto presidente acrescentou: “Se quiserem, me derrubem.” Seus aliados avaliam que talvez não seja necessário empurrar.
Os pajés da aldeia governista enxergam Temer como uma espécie de cocheiro de diligência que deixou as rédeas dos cavalos escaparem de suas mãos. Pode espatifar-se a qualquer momento. No dia 6 de junho, por exemplo, quando o Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff—Michel Temer. Isso, evidentemente, se até lá não for encontrada no interior da diligência desgovernada a mala com R$ 500 mil que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor que Temer credenciou como interlocutor junto a Joesley Batista, o ''falastrão''.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Partidos da base deverão pedir saída de Temer nesta semana A situação do presidente Michel Temer (PMDB) vai se tornando cada vez mais insustentável. Nesta semana, PSDB, DEM e PP, principais partidos de sustentação do governo no Congresso, deverão abandonar o barco do peemedebistas.

Garibaldi voltou atrás Após declarar solidariedade ao presidente Michel Temer (PMDB) pelo Twitter e afirmar que o peemedebista é vítima de uma delação caluniosa, o senador potiguar Garibaldi Filho (PMDB) se arrependeu e apagou a declaração

Fora da casinha!


Como Lula e Dilma, o Temer também ‘não sabia’

A exemplo dos antecessores Lula e Dilma, Temer aderiu à frase-lema do Brasil da corrupção: “Eu não sabia”. Inquirido em entrevista sobre o inusitado de receber o multi-investigado Joesley Batista no Jaburu, o inquilino do palácio declarou: “Eu nem sabia que ele estava sendo investigado.” Ai, ai, ai.
Esse tipo de desculpa será lembrado quando, no futuro, quiserem recordar a época em que o Brasil era regido pelo cinismo. Ao se apropriar do bordão da era petista assim, tão desavergonhadamente, Temer se autoinseriu num seleto grupo de governantes. São presidentes capazes de tudo, que pedem ao país que os considere incapazes de todo.
A conversa de Temer com os repórteres da Folha se parece muito com um desastre. Nela, o presidente da República se define como um tolo —“Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento”— e trata os brasileiros como imbecis ao afagar o preposto Rocha Loures, pilhado recebendo mala com propina de R$ 500 mil —“Coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole.''
Submetido a escândalos em série, o brasileiro precisa confiar na cara dos seus governantes. A percepção de que o semblante da principal autoridade da República tornou-se uma máscara que não consegue dar à mesma porcaria de sempre nem mesmo uma fachada um pouco mais atraente empurra o país para o ceticismo terminal.
Robson Pires na categoria

Tem prefeito raspando recursos de onde não deve

Tem prefeito do Seridó raspando recursos de onde não pode, já que o dinheiro era para ser empregado em benfeitoria da cidade.
O Ministério Público está de olho na denúncia e nos próximos dias a máscara do gestor vai cair.
Eitxa!

STF só analisará recurso de Temer após perícia

Incialmente marcada para quarta-feira, a análise do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido de Michel Temer para suspender o inquérito aberto contra ele pode ser adiada. Em despacho divulgado nesta segunda, a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, condicionou a decisão ao encerramento da perícia da Polícia Federal na gravação do diálogo entre o delator Joesley e Temer. Os dois se encontraram em 7 de março, no Palácio do Jaburu.
Cármen Lúcia acatou pedido do colega Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Ele pediu que a perícia da PF seja anexada ao processo. Como o recurso de Temer está escorado em notícia que põe em dúvida a integridade do áudio, não faria sentido apreciar a encrenca antes das conclusões dos peritos.

domingo, 21 de maio de 2017

Rio Piranhas com bastante água

A pergunta que não quer calar no momento é:
Porque a adutora Manoel Torres parou de funcionar?
A informação que chega ao blogue é que o rio está com muita água. O registro foi feito na manhã deste domingo pelo amigo Marcos Costa.

## ## ## - COMO DISSE O CIENTISTA POLÍTICO E GOVERNADOR PARAIBANO, O DIGNÍSSIMO JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA, LEIS E MAIS LEIS SÓ PARA LUXO DOS ARQUIVOS. - ## ## ##

# # # - De novo surge a pergunta que não quer calar, cadê o dinheiro que estava aqui, alguns prefeitos de municípios do interior continuam a crer na impunidade, e aposta todas as fichas, cá com meus botões acredito que os municípios também fazem parte da nação e como tal deve ser fiscalizados pelos órgãos competentes a nível de estado através do tribunal de contas, do ministério público e em última instância a câmara de vereadores que em nome da governabilidade fazem aconchego com prefeitos que chegam a votar contra o próprio salário, crendo ser mais salutar servir ao gesto que ter seu salário com justiça, a legalidade da corrupção nas câmaras de vereadores vivem sem a menor fiscalização por parte destes órgãos, acima citados, e quando agem fazem uma fiscalização surpresa até entrarem no transporte chegando fiscalizam e encaminham para quem de direito como C G U que quando dá o parecer que não é levado muito em conta quando vem alguma punição o prefeito tem terminado o mandato ou já está reeleito, parece brincadeira mais é assim mesmo. Exemplo aqui em nossa província nunca vir um prefeito ser punido em tempo hábil a maioria dos processos prescrevem e eles ficam impunes, Quem é punido são os cidadãos de bem que pagam seus impostos que sustentam está vergonha que está acontecendo no Brasil auto, nós aqui embaixo não devemos ter se quer esperança seremos sem dúvida decepcionados como sempre, basta vê o prefeito de fato da nossa cidade tem processos que não acaba mais, inelegível elege quem quer e fica no comando, retire esta punição não tem sentido, qual a diferença, as práticas nocivas continuam acontecendo na cara da justiça que cega não vê, não sente, não tem odor para ela perceber que o povo que se propôs defender não tem mais significado nenhum, vira um Deus que não pode ser criticado em nome do clamor do povo que sofre as piores injustiças por políticos ladrões que a exemplo dos presidentes da república Brasileira nada mais são que larápios vestidos da pureza do capeta, servidores da corrupção e pela ganância insaciável que mata pela fome, ou pela falta de responsabilidade dos governantes que roubam os menos favorecidos e injustiças desta sociedade corrupta e inconsequente, fiz uma análise dos presidentes da câmara de vereadores de Baraúna 70% dos que passaram e que levaram o dinheiro do povo não foram punidos vivem ao bell prazer impunes e a celeuma continua a atual câmara tem tanto funcionário que é necessário código para serem reconhecidos, sabe quantas vezes serão fiscalizados e punidos nunca. cadê a justiça tardia mais se agissem já seria um consolo vê os corruptos cobertos com o manto da impunidade na cadeia que lugar de ladrão é lá, tenho dito o povo de Baraúna é o povo mais pacífico do mundo verdadeiras ovelhas do rebanho de Cristo, os cidadãos de bem não entram temendo ser consumidos pela corrupção, não, não pensem assim, se não nunca teremos pessoas decentes na política, faz até medo dizer estas verdades, isso sim faz medo. - # # #  

STF decreta vida ou morte de Temer na quarta-feira

Como reação política, o pronunciamento de Michel Temer neste sábado tem o efeito positivo de avisar aos navegantes de sua base que ele pretende lutar para ficar no cargo – e, quem sabe, segurar ou adiar a debandada de alguns. Trata-se, porém, de uma faca de dois gumes, antecipando uma manifestação do STF que pode – ou não – representantar uma pá de cal em seu governo no Supremo.
Afinal, o ministro Edson Fachin, que nada faz sem o respaldo da presidente Cármen Lúcia, acolheu em parte a petição do presidente ao determinar que seja realizada a perícia demandada nas gravações de Joesley Batista. Apontar a adulteração da gravação “clandestina” passou a ser um dos principais argumentos de Temer contra a delação da JBS.

Concorrência desleal!


Agripino decide se fica com Temer

PSDB, principal partido aliado de Michel Temer, convocou uma reunião de emergência da cúpula do partido para este domingo (21), em Brasília, para discutir se mantém seu apoio ao governo.
Parte dos dirigentes da sigla defendem, nos bastidores, uma articulação rápida para que Temer deixe o poder, com a construção conjunta entre partidos aliados de uma candidatura para a eleição indireta que seria convocada nesse caso.
O presidente nacional do DEM, o senador Agripino Maia, também vai participar da reunião. O PSDB e o DEM têm um acordo: só decidirão deixar o governo Temer se o fizerem em conjunto, segundo a Folha de São Paulo.

Ao desqualificar delator, Temer se autoincrimina


Uma das características fundamentais da dificuldade de julgamento é ter que ouvir uma pessoa durante vários anos para chegar à conclusão de que ela não vale nada. Michel Temer conhece Joesley Batista há coisa de seis anos. Já esteve com o personagem incontáveis vezes. Só agora pecebeu que dava cartaz a um sujeito desonesto e mentiroso. Temer fez hora extra neste sábado para dizer ao país que o dono do Grupo JBS deveria estar preso, não passeando pelas ruas de Nova York. Temer atacou seu delator a pretexto de se defender. Não conseguiu senão autoincriminar-se.
O presidente esteve com o salafrário pela última vez em 7 de março. Recebeu-o no palácio residencial perto de 11 da noite. Sem saber que falava com um grampo a domicílio, tratou-o com rara fidalguia. O inquilino do Jaburu só notou que o visitante tinha traços criminosos depois que virou um delatado. Ao conviver por tanto tempo com um corrupto, Temer revelou-se moralmente ligeiro. Incriminado pelo ex-amigo, mostrou-se intelectualmente lento. Qualquer uma dessas velocidades é um insulto. Nenhuma delas é compatível com o que se espera de um presidente da República.
Temer exibe sua indignação ao país em conta-gotas. Regula a dosagem de sua revolta à evolução dos fatos. Normalmente comedido, soou um tom acima. Em certos momentos, pareceu fora de si, tornando mais fácil enxergar o que tem por dentro. Na superfície, fez pose de presidente injuriado. Entretando, ao defender sua honra recriminando o delator, soou como se ecoasse a orientação que os criminalistas esculpiram no fundo de sua consciência: “Cuidado, você agora é um investigado. Dependendo do que disser, pode tornar-se réu.”
Temer escora-se em reportagem da Folha para desqualificar a gravação do diálogo vadio que manteve com seu algoz. “Li notícia de que perícia constatou que houve edição no áudio de minha conversa com o senhor Joesley Batista. Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos.” Pediu a suspensão do inquérito em que é acusado de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa.
Do ponto de vista jurídico, a desqualificação do áudio é o melhor remédio para quem, como Temer, busca livrar-se do afogamento. Ao enviar a gravação ao Supremo Tribunal Federal sem submetê-la a uma perícia minuciosa, o procurador-geral da República Rodrigo Janot ofereceu boa matéria-prima para o esperneio do acusado. Como se fosse pouco, Janot e seus pares deram à turma do JBS um prêmio incompatível com a moralidade. Não há delação que justifique o escárnio de tratar a pão de ló quem merece o pão que Asmodeu amassou.
O diabo é que, do ponto de vista político, a reação de Temer é ineficaz. Para quem está afundando, um jacaré parece tronco. Mas a essa altura a fita de Joesley não passa de um detrito no monturo que se formou na porta do gabinete presidencial. A mera desqualificação do áudio não é suficiente para restaurar os danos.
Ironicamente, o próprio Temer mostrou que a gravação que ele se esforça para desqualificar não é de todo inservível. Fez isso ao ressaltar “as incoerências entre o áudio e o teor do depoimento” de Joesley à Procuradoria. “O que ele fala no seu depoimento não está no áudio. E o que está no áudio demostra que ele estava insatisfeito como meu governo”, disse Temer.
Num dos trechos do áudio que Temer considera fidedignos, o delator expôs o que o presidente definiu como “reclamações contra o minsitro da Fazenda, contra o Cade, contra o BNDES.” Para Temer, as queixas de Joesley são uma “prova cabal de que meu governo não estava aberto a ele.” Bobagem.
Se esse trecho da fita prova alguma coisa é que um empresário corrupto, depois de se defrontar com servidores que se recusavam a atender às suas demanda$, foi cobrar do presidente da República a solidariedade de que se julga credor. E foi plenamente correspondido. Quando o dono do JBS pediu a Temer, por exemplo, um “alinhamento” de posições que lhe permitisse ser mais direto nas cobranças dirigidas ao ministro Henrique Meirelles, Temer assentiu: “Pode fazer isso.”
Temer parece considerar que foi guindado pelas circunstâncias ao cargo de presidente como exemplo. Falta definir de quê! “O autor do grampo relata no diálogo suas dificuldades”, realçou Temer. “Simplesmente ouvi. Nada fiz para que ele obtivesse benesses do governo.” Como assim? Por que, então, indicou o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, hoje deputado federal pelo PMDB do Paraná, para servir de ponte entre a Presidência da República e o delator? “Não há crime, meus amigos, em ouvir reclamações e me livrar do interlocutor indicando outra pessoa para ouvir as suas lamúrias.” Hã, hã…
O que o presidente ainda não percebeu é que dinheiro que Rodrigo Loures, seu interlocutor, recebeu de um portador do corruptor Joesley dias depois da conversa noturna do Jaburu talvez não dê para vestir 5% das desculpas esfarrapadas que a plateia é obrigada a ouvir.
“Houve grande planejamento para realizar esse grampo”, concluiu Temer, flertando com o óbvio. “Depois, houve uma montagem e uma ação deliberada para criar um flagrante que incriminasse alguns, enquanto os criminosos fugiam para o exterior em absoluta segurança.” O que o presidente chama de “ação deliberada” foi, na verdade, uma investigação monitorada pela Procuradoria, sob supervisão do Judiciário.
Nessa investigação, Rodrigo Loures, o intermediário de Temer, foi seguido e fotografado pela Polícia Federal recebendo de Ricardo Saud, executivo da holding J&F, que controla o conglomerado de Joesley, uma mala contendo R$ 500 mil. Trata-se de propina, informou a Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal. Sobre isso, Temer não disse palavra.
Sobre o trecho do grampo em que a Procuradoria enxergou um aval do presidente ao cala-boca monetário que Joesley fornecia ao presidiário Eduardo Cunha, Temer declarou o seguinte: “Não existe isso na gravação, mesmo tendo sido ela adulterada. E não existe porque nunca comprei o silêncio de ninguém. […] É interessante: quando os senhores examinam o depoimento [de Joesley] e o áudio, os senhores identificam que a conexão de uma sentença à outra não é a conexão de quem diz: ‘Olha, eu estou comprando o silêncio de um ex-deputado e estou dando tanto a ele. Não. A conexão é com a frase: ‘Eu me dou muito bem com o ex-deputado, mantenho uma boa relação’. Eu digo: mantenha isso, viu?”
Ou seja: o presidente da República recebe no Jaburu, tarde da noite, um empresário que considera corrupto. Mantém com ele um diálogo antirrepublicano. Nessa conversa, o bandido diz à autoridade máxima do país que conserva sua “boa relação” com Eduardo Cunha, um ex-presidente da Câmara condenado por crimes variados e mantido atrás das grades em Curitiba. Temer reconhece que estimulou o relacionamento entre os dois larápios —“Mantenha isso, viu?”. E acha que está tudo normal. A honestidade, está comprovado, é mesmo uma virtude facilmente contornável.
Depois de dizer coisas definitivas sem definir muito bem as coisa$ que o levaram a abrir as portas do Jaburu para Joesley, protagonista de cinco ações penais, agora um corrupto confesso, Temer falou de um Brasil que sua maleabilidade ética comprometeu. “O Brasil exige que se continue no caminho da recuperação econômica que traçamos, para colocar o país nos trilhos.”
De tanto conviver com a corrupção, o brasileiro adaptou-se às reações das autoridades em apuros. Há método na desfaçatez. Percebe-se como tudo vai acabar. O Brasil deixou de ser um país imprevisível. Tornou-se uma nação tristemente previsível. Temer mantém o compromisso de devolver o gigante aos trilhos. Já é possível enxergar o pus no fim do túnel.