Câmara discute hoje a PEC da Impunidade
O promotor de Justiça justificou o seu posicionamento argumentando que, em um momento onde a sociedade brasileira clama por justiça, uma proposta que vem a retirar o poder de investigação do Ministério Público, vai na contramão do anseio popular. Fábio Weimar Thé defendeu uma ampla mobilização da própria sociedade no sentido de derrubar a PEC 37.
"É preciso realmente que haja essa mobilização e que a sociedade venha efetivamente a tomar pé, tomar conhecimento do que é isso, do que significa isso e o porquê disso, quem está mobilizado a isso. Para que a sociedade então se posicione a fim de manifestar o vereador na sua cidade, o deputado federal, manifestar a sua opinião através dos meios de comunicação, se afinal isso é bom para a sociedade, ou se é ruim. Se a sociedade aprova essa Proposta de Emenda à Constituição, para retirar os poderes de investigação criminal do Ministério Publico, ou se não aprova. Se não aprova, e aí sim, aí está a perspectiva, e a gente enxerga como essa mobilização, caso a sociedade entenda que essa proposta signifique um retrocesso sem precedente para a democracia, para a República, para os interesses sociais, que a sociedade e o País entendam que essa mobilização e esse posicionamento talvez seja o único passo, pelas circunstâncias, de fazer com que essa proposta não tenha sucesso no Senado federal e na Câmara dos Deputados federais. Porque afinal de contas, o poder é exercido em nome do povo e pelo povo. Então se o povo se manifesta contra a proposta, nós vemos a única maneira realmente eficaz de impedir o avanço dessa proposta, uma vez que, pelas circunstâncias, conforme eu disse, a classe política tem bastante interesse em ver o insucesso dessa proposta", argumentou o titular da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.
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