quarta-feira, 20 de março de 2013

Rapidinhas da quarta....


A retirada do projeto de lei  001/2013 da câmara municipal pelo prefeito, em meu entender, se constitui em ato de amadurecimento político haja vista que o artigo terceiro era totalmente inconstitucional e não caberia de forma alguma naquele contexto. Não se pode misturar reajuste salarial do piso mínimo do magistério com adequações irregulares de desvio de funções que seria rejeitado pelos vereadores. O índice de reajuste de 10% concedido está correto e o prefeito passa a fazer história a partir do momento em que, diferentemente de seu antecessor, estimula a recomposição salarial da categoria dos professores público municipais totalmente desgastada por anos de subtração de índices percentuais devido. Agora ele  errou ao tentar inserir nesse contexto um artigo exógeno onde tentou impingir aos vereadores uma obrigatoriedade de também aprovar atos ilegais. O índice de  reajuste dos professores de 10% é algo que tem a aprovação de todos os vereadores em qualquer contestação, agora querer vincular esse reajuste a obrigatoriedade da aprovação de algo ilegal extrapola o bom senso. Talvez o prefeito percebendo o deslize que cometeu, retirou o projeto para as devidas correções, ou seja, suprimir o artigo terceiro, e reenviar a câmara onde não haverá qualquer problema.Agora caso o seu objetivo seja outro, por pura picuinha pessoal, penso que está enveredando por  um erro político sem precedentes. Primeiro que ao anunciar que o índice seria de 10% automaticamente já se confirma essa
dotação orçamentária nos recursos do FUNDEB, ou seja, tem dinheiro para pagar esse índice de aumento. Portanto se anunciar outro índice abaixo estará entrando em contradição e se queimando com a categoria, jogando abaixo toda a boa impressão nesse inicio de mandato e não terá argumentos para justificar essa redução. Se tentar colocar a culpa nos vereadores pela não aprovação do projeto relativo aos desvio de função estará entrando em contradição maior ainda, pois nesse caso estaria estimulando e incentivando a ilegalidade explícita para atender aos compromissos eleitorais assumidos com 15 ou 20 pessoas. A saída política mais adequada ao prefeito seria a retirada desse artigo polêmico e ilegal (não existe fundamentação jurídica que ampare esse artigo) e o reenvio do projeto de lei com o índice de reajuste de 10% em regime
de urgência especial a câmara até a próxima sessão da quinta feira onde poderá finalmente ser votado e aprovado por todos os vereadores sem exceção. Quanto ao artigo referente ao desvio de função é falar a verdade: apesar de minhas boas intenções eu estou de mãos atadas assim como também os vereadores, haja vista que as leis jurídicas que regulam as instituições públicas não permitem esse artifício. Eu tentei, mas não deu. A verdade cabe em qualquer lugar e não adianta consertar um erro com outro pior ainda. Agora não adianta tentar jogar a culpa nos outros ou prejudicar a categoria por causa de suas picuinhas políticas com a oposição. Essa é uma briga que se for partir para o conflito todos sairão perdendo, você, os vereadores e a categoria. Use do bom senso,  reflita com serenidade e faça o que é correto. Sairão ganhando você (cuja imagem já ganhou pontos com um índice de reajuste superior ao recomendado pelo governo federal), os vereadores que aprovarão esse reajuste e deixarão de brigar por esse projeto e a categoria dos professores que estão ansiosos por esse reajuste e essa recomposição. Caso contrário entrará na mesma vala comum do ex-prefeito de triste lembrança para o professorado onde até reunião já foi realizada para evitar sua maléfica entrada na secretaria da educação.

Nenhum comentário: