sábado, 15 de junho de 2013

*** HÁ OUTROS MOTIVOS PARA TAMANHO LEVANTE A VERDADE VIRÁ A TONA.***

VINTE CENTAVOS
Protestar é um direito em regimes democráticos. É uma arma legítima que o povo tem para manifestar sua insatisfação diante daquilo que é julgado abusivo ou contra os interesses de uma coletividade.
Temos visto nos últimos dias, com ar de perplexidade, a violência dos protestos de milhares de pessoas em passeatas realizadas nas ruas e avenidas centrais e vitais da cidade de São Paulo, nas quais o objetivo é reclamar do aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus da capital paulista. E essas manifestações estão se espalhando por outras capitais, a exemplo do Rio de Janeiro, marcadas, igualmente, por atos de vandalismo e baderna generalizada.

Não entro no mérito do aumento no preço das passagens. Não estou habilitado a dizer se R$ 0,20 é um aumento justo ou injusto. Mas não posso concordar com o comportamento da multidão em tais manifestações. Protestar é direito indiscutível, democrático; praticar vandalismo e baderna, jamais. Impedir o direito de ir e vir de pessoas que se deslocam para suas casas não é democrático. Quebrar vidraças, lixeiras, apedrejar ônibus (que servem aos próprios manifestantes), pichar muros e prédios, públicos ou privados, também não.

Muitos desses manifestantes foram detidos portando barras de ferro, gasolina, facas, soco inglês, pedras e outros artefatos perigosos, numa demonstração clara de suas segundas intenções. Depois vão se queixar da repressão policial, que se faz presente naquele cenário, que mais parece um campo de batalha, para proteger o patrimônio público  e a integridade física dos que estão fora das manifestações e apenas querem ter o direito de transitar livremente pelas ruas em direção ao trabalho ou a suas casas.

São rebeldes sem causa, que se aproveitam   da liberdade democrática  como pretexto para  perturbar a ordem pública, são radicais de militância  política,  extravasando sua ira e descontentes porque não estão no poder. Parece coisa orquestrada para desestabilizar o poder público. Se a causa de tudo é um aumento de R$ 0,20 nas passagens de ônibus, qual a razão de pichações do tipo “jovem comunista, revolução!”? Há algo de podre por trás de tudo isso.

A pergunta que se faz é: por que esse povo não reclama do aumento no preço do pãozinho, do cigarro, do tomate, da cervejinha, das baladas, da gasolina, do preço dos ingressos para os jogos da Copa, da impunidade dos condenados no processo do mensalão, da corrupção que campeia no meio político, das invasões e destruições realizadas pelo MST? Por que não fazem manifestações contra a morte de uma dentista, queimada vida em S.Paulo, por causa de R$ 30,00?!! Por que não fazem manifestações contra a PEC 37, contra a erotização de nossas crianças em cartilhas distribuídas em algumas escolas, ou contra a tentativa de distribuição de kits gay? Por que não se manifestam contra os estratosféricos gastos na construção e reformas do estádios de futebol, alguns candidatos a elefantes brancos, a exemplo do de Brasília, que, segundo se informa, custou algo em torno de DOIS BILHÕES DE REAIS? Enquanto isso, faltam hospitais, escolas, estradas, saneamento básico, transporte público, segurança, e outros bens primários. Por que não reclamam e fazem manifestações contra a falta de providências para reconstruir as casas destruídas pelos deslizamentos de terra e pelas chuvas em Petrópolis, Teresópolis, etc, enquanto o povo espera, desalojado, há mais de dois anos? A quem interessa esse status quo?

Vinte centavos. Nunca a paz pública foi perturbada por tão pouco.

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