quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Um prefeito despreparado, sem transparência e acuado
O prefeito de Mossoró passou o dia em casa, evitou o Palácio da Resistência, sede da Prefeitura. Temia o encontro com algumas dezenas de estudantes que, até o fechamento desta edição, estavam acampados no endereço do Poder.
Também não tinha segurança para ir ao Boa Vista abrir mais uma edição do projeto “Meu Bairro Melhor”.
Assessores tomaram conhecimento de que algumas bandejas de ovos e caixas de tomates haviam sido adquiridas por terceirizados que não recebem os seus salários há cinco meses.
Por via das dúvidas…
Silveira Júnior (PSD) ficou acuado. Não deveria ser assim.
Aliás, na história político-administrativa de Mossoró, desde a gestão de Antônio Rodrigues de Carvalho, na segunda metade da década de 60, não há registro de uma gestão tão desqualificada como esta.
Com um agravante, o governo do “Homem do Capim” não tinha problemas éticos e morais, as suas dificuldades eram restritas à ordem político-financeira. Só.
O que acontece na atual gestão mossoroense é a completa incapacidade gerencial aliada a total falta de transparência. Aliás, os dois quesitos são bem fáceis de comprovação.
O primeiro, basta observar o caos que vive a cidade.
O segundo, se confirma na pesquisa da Controladoria Geral da União (CGU) que deu nota zero ao quesito transparência na Prefeitura de Mossoró.
E foi exatamente a falta de transparência que provocou a revolta dos estudantes, uma vez que Silveira autorizou aumento de 50% no preço da passagem de transporte coletivo sem discutir ou dialogar com os segmentos sociais, principalmente as camadas dependentes do transporte urbano.
O prefeito apenas levou em conta a sua parceria, estritamente pessoal, com a empresa Ocimar Transportes, que ele importou do Sul do País para explorar o transporte coletivo.
Lembrando que não houve processo decente, sequer uma chamada pública, o que torna ainda mais nebulosa a presença da Ocimar na cidade.
Para agravar ainda mais as dúvidas, o contrato com a Ocimar foi renovado por mais 180 dias, sem qualquer critério, e acompanhado do aumento de 50% nas tarifas.
Esse quadro obscuro pintado nos intramuros palacianos, com preço enorme à população, sugere que Mossoró está completamente à deriva, sendo conduzida por um prefeito sem qualquer capacidade administrativa, sem responsabilidade com a coisa pública e sem a devida condição de continuar gerenciando o dinheiro público.
O que incomoda a sociedade, até aqui, é que o desmantelo administrativo não teve uma resposta concreta das instituições responsáveis pela proteção do bem público.

Ainda

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