quinta-feira, 9 de outubro de 2014

### - DESTA VEZ O SONHO DE HENRIQUE DE SER GOVERNO SERÁ SEPULTADO DIFINITIVAMENTE. - ###

Henrique Alves

### - Mossoró pode causar outro estrago em candidatura. - ###


Mossoró é o ponto nevrálgico da campanha ao Governo do Estado do candidato da Coligação União pela Mudança, Henrique Alves (PMDB).
Henrique: principais aliados tinham outras prioridades
Já fora no primeiro turno.
Será novamente no segundo turno.
No primeiro, derrota acachapante.
No segundo, tende a ser até maior se não conseguirem estancar a “sangria”. Uma vitória é perto de impossível. Impossível, não. Perto do impossível.
Pode pelo menos tentar diminuir a diferença, conquistando parte dos indecisos ou aqueles que simplesmente anularam voto ou se ausentaram do pleito.
No primeiro turno, maioria de 23.392 (25,57%) para Robinson Faria (PSD) da Liderados pelo Povo.
Uma conspiração de fatores convergiu para esse resultado.
Governo do Estado (Mossoró)
Robinson Faria (PSD) – 52.886 (57,82%) – Maioria - 23.392 (25,57%)
Henrique Alves (PMDB) – 29.494 (32,25%)
Robério Paulino (PSOL) – 7.084 (7,75%)
Simone Dutra (PSTU) – 1.175 (1,28%)
Araken Farias (PSL) – 823 (090%)
Eleitorado – 160.013 eleitores
Válidos – 91.462 (64,18%)
Abstenções – 17.500 (10,94%)
Brancos – 14.633 (10,27%)
Nulos – 36.406 (25,55%)
O rosalbismo em parte considerável votou no que considera um “mal menor”: Robinson. Ou nulo/branco.
A campanha de Robinson imperou praticamente sozinha, sob as ordens do prefeito Francisco José Júnior (PSD).
A campanha de Henrique foi marcada pela ausência de comando central e fracionamento de forças, além de vaidade e litigância entre seus principais apoios – Fafá Rosado (PMDB), Cláudia Regina (DEM) e Sandra Rosado (PSB) -, que tangiam outras prioridades.
Os recursos também foram escassos. Chegou ao final catando centavos e cada um no seu quadrado, se lixando para a chapa majoritária, que quase não teve campanha a maior parte do tempo
Bote nessa conta, ainda, o alheamento da própria cidade à disputa. Os números são reveladores da fragilidade das lideranças locais, que não conseguiram atrair o eleitor à participação no voto.
De um eleitorado de 160.013 pessoas, foram computados apenas 91.462 (64,18%) como válidos.
Multidão
Os brancos, nulos e abstenções atingiram 46,75% dos votos.
A multidão de votos anulados impressiona, com 36.406 (25,55%). É quase o número obtido por Henrique (29.494 votos).
Enfim, Mossoró não é um “país” à parte. O nítido protesto que foi pulverizado Brasil afora também desembarcou no município e nas urnas. O maior estrago na disputa majoritário no município foi mesmo para Henrique.
Contudo seus principais apoios locais não ficaram atrás. Exceção para Larissa Rosado (PSB), candidata à reeleição à Assembleia Legislativa, mas que apesar de votação expressiva (24.585 votos) não somou fora para se reeleger.
Como mudar ou atenuar isso no segundo turno?
O candidato, seu marketing e coordenação de campanha terão muito trabalho.
Talvez encontrem a resposta. Ou não.

Nenhum comentário: